quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

VERSOS LÁ DE NÓS - Por Mundim do Vale.



A  FESTA  DE  APARECIDA.

Vou com os dedos ao teclado
Pra remover o passado
De um nobre cavalheiro.
Chagas Bezerra que vinha
Com a frota fora da linha
Fazer a festa em janeiro.

De Várzea Alegre saiu
Mas uma ideia surgiu
Com um propósito de vida.
Fazer na sua cidade
Com muita boa vontade
A Festa de Aparecida.

Transportava o conterrâneo
Com o seu jeito espontâneo
Sem cobrar nem um tostão.
Quando saia do Crato
Já trazia um aparato
Parecendo procissão.

Me lembro quando era o dia
Que o cortejo saia
Era grande a expectativa.
Nosso povo em polvorosa
Ia lá pra Santa Rosa
Receber a comitiva.

A santa no seu andor
De lado seu benfeitor
E atrás a multidão.
Seguiam na romaria
E eu sei que a santa dizia:
- Deus abençoe a missão.

Depois da Usina Diniz
Chegavam logo a matriz
Onde o padre Otávio estava.
Chagas Bezerra descia
E Aparecida benzia
A cidade que chegava.

A criançada corria
Da calçada a sacristia
Não tinha fome e nem cede.
Na festa de tudo tinha
O padre Argimírio vinha
Passar filme na parede.

Eu rimei sem pretensão
Mas quem ler com atenção
Vai vê que isto é história.
Acho até que vou gravar
E quem sabe publicar
Lá na página do Memória.

Mundim do Vale.





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